A apresentação do Projeto para o novo Martim Moniz, pela Câmara Municipal de Lisboa, é feita à margem dos órgãos de eleitos da CML, apesar dos esclarecimentos pedidos pelos vereadores do PCP, em reunião de câmara de 25 de Outubro, o Presidente da CML, escusou-se a apresentar o programa, metodologia, projecto e orçamento ao executivo.
Enquanto primeira experiência de concessão de uma praça em Lisboa, 6 anos depois, o Martim Moniz deve ser objecto de uma reflexão sobre os resultados deste modelo. O projecto apresentado, em reunião promovida pela Junta de Santa Maria Maior, dá continuidade às actividades da concessão, ampliando a área de ocupação da praça para actividades comerciais, propondo uma vedação, que representa uma barreira para livre uso da praça pelos moradores e usuários que diariamente a cruzam e a usam nas várias horas do dia.
Com o novo Martim Moniz e a vedação no Adamastor (ainda sem projecto conhecido), fica clara a intenção da gestão da CML de estabelecer limitações de horário para o espaço público e de transformar praças em recintos para consumo e usufruto cada vez menos inclusivos, comprometendo com estas novas formas urbanas o Direito à Cidade.
O PCP condena a prática da CML, em relação a projectos de alteração do espaço público e gestão de equipamentos da cidade, anunciadas antes de serem discutidas dentro dos órgãos eleitos municipais e apresentadas sem suporte de metodologias de participação que produzam projectos públicos com capacidade de criar, com moradores e cidadãos, soluções que façam face à crescente complexidade dos problemas urbanos.